{"id":2413,"date":"2024-11-21T07:58:20","date_gmt":"2024-11-21T07:58:20","guid":{"rendered":"https:\/\/nestor.saiace.com\/?page_id=2413"},"modified":"2025-04-05T17:03:03","modified_gmt":"2025-04-05T17:03:03","slug":"nestor-saiace-00420-nota-biografica-portugues","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/nestor.saiace.com\/index.php\/nestor-saiace-00420-nota-biografica-portugues\/","title":{"rendered":"N\u00e9stor Saiace &#8211; 00420 &#8211; NOTA BIOGR\u00c1FICA &#8211; Portugu\u00eas"},"content":{"rendered":"<p><!DOCTYPE html><br \/>\n<html><br \/>\n<head><\/p>\n<style>\n        \/* Estilo para cambiar el color de fondo, m\u00e1rgenes y padding de todo el cuerpo *\/\n        body {\nmargin-top: -110px; \/* Elimina m\u00e1rgenes del body *\/\n            margin-left: 0.5px; \/* Elimina m\u00e1rgenes del body *\/\nmargin-right: 0.5px; \/* Elimina m\u00e1rgenes del body *\/\n            padding: 0; \/* Elimina padding del body *\/<\/p>\n<p>        }<\/p>\n<p>        \/* Estilo para agregar padding interno en toda la p\u00e1gina *\/\n        .page-content {\n            padding: 0px; \/* Ajusta el padding seg\u00fan lo necesario *\/<\/p>\n<p>            min-height: 100vh; \/* Asegura que el contenido ocupe al menos el 100% de la altura de la ventana *\/\n        }\n    <\/style>\n<p><\/head><br \/>\n<body><\/p>\n<div class=\"page-content\">\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: 24px; font-family: arial;\"><b><a style=\"text-decoration: none; color: #303030; outline: none;\" href=\"https:\/\/nestor.saiace.com\/index.php\/nestor-saiace-004\/\">N\u00e9stor Saiace<\/a><\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: 13px; font-family: arial;\"><a style=\"text-decoration: none; color: #303030; outline: none;\" href=\"https:\/\/nestor.saiace.com\/index.php\/nestor-saiace-0041-catalogo-portugues\/\">Cat\u00e1logo<\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px; font-family: arial;\"><a style=\"text-decoration: none; color: #303030; outline: none;\" href=\"https:\/\/nestor.saiace.com\/index.php\/nestor-saiace-0042-textos-portugues\/\">Textos<\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px; font-family: arial;\"><a style=\"text-decoration: none; color: #303030; outline: none;\" href=\"https:\/\/nestor.saiace.com\/index.php\/nestor-saiace-0043-exposicoes-portugues\/\">Exposi\u00e7\u00f5es<\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px; font-family: arial;\"><a style=\"text-decoration: none; color: #303030; outline: none;\" href=\"https:\/\/nestor.saiace.com\/index.php\/nestor-saiace-0044-galeria-portugues\/\">Galeria<\/a><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 26px;\"><b>NOTA BIOGR\u00c1FICA<\/b><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><b>I &#8211; A INF\u00c2NCIA DE UMA CRIAN\u00c7A DOS ANOS VINTE<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>N\u00e9stor Virg\u00edlio Saiace<\/b> (1923 &#8211; 2014) nasceu no bairro portenho de Almagro no seio de uma fam\u00edlia de imigrantes italianos formada por \u00c2ngela Cerboni e Greg\u00f3rio Saiace. Moraram toda a vida naquele bairro -Boedo, Treinta y tres, Yapey\u00fa, Castro Barros- mudando-se freq\u00fcentemente por problemas econ\u00f4micos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Greg\u00f3rio Saiace era sapateiro; nasceu em Tropea (Cal\u00e1bria), uma cidade de pescadores sobre o golfo de Santa Euf\u00eamia. Al\u00e9m de N\u00e9stor, o casal teve outros dois filhos: Diana Tea, a mais velha, e Flor\u00ednio S\u00edlvio Sol, o mais mo\u00e7o. Estes nomes de resson\u00e2ncia t\u00e3o estranha foram freq\u00fcentes nos primeiros anos do s\u00e9culo, coincidindo com a maior voga de ideais anarquistas entre n\u00f3s. Os libert\u00e1rios -e o pai de Saiace o era- tinham substitu\u00eddo o san\u00adtoral crist\u00e3o por um repert\u00f3rio pr\u00f3prio no qual se evocavam libera\u00e7\u00f5es e reden\u00e7\u00f5es, corpos astrais, fen\u00f4menos naturais, o calend\u00e1rio republicano de 1793 e at\u00e9 obras liter\u00e1rias. Foi a \u00e9poca dos Liberdad, L\u00edber, Luz, Sol, Helios, Floreal, Fraternal, Redento, Germinal, Armonia&#8230; Tais fantasias terminaram por indispor a administra\u00e7\u00e3o argentina muito conser\u00advadora que, ainda para completar, viu chegar depois de 1917 Trotskys e Lenines em fralda; exacerbada e inquieta pelo futuro, decidiu pouco depois proibir a inscri\u00e7\u00e2o de todo nome alheio ao santoral. Foram tamb\u00e9m os tempos da \u201cLiga Patri\u00f3tica\u201d e a \u201crevolu\u00e7\u00e3o tradi\u00adcionalista\u201d em que os \u201cdefensores da p\u00e1tria\u201d esbravejavam contra as \u201cideologias dissol\u00adventes\u201d trazidas pelos imigrantes -Lugones no \u201c<em>El Payador<\/em>\u201d <sup class=\"footnote\">[1]<\/sup> fala da \u201cplebe ultramarina que, \u00e0 semelhan\u00e7a dos mendigos ingratos, nos armava esc\u00e2ndalos no sagu\u00e3o\u201d&#8230; &#8211; e inventavam de cabo a rabo, com um acabado sentido decorativo, uma buc\u00f3lica gauchesca em que situavam a verdadeira ess\u00eancia nacional. Para os herdeiros assustados, que tinham transformado o ga\u00facho Martin Fierro em p\u00e1ria, os imigrantes foram o bode expiat\u00f3rio de todas as dificuldades do pa\u00eds. A prosperidade de alguns descendentes daquelas fam\u00edlias que vieram \u201cfazer a Am\u00e9rica\u201d faz esquecer que a vida de muitas delas foi dif\u00edcil naquela \u00e9poca de crise de identidade e rea\u00e7\u00e3o nacionalista. A como\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de 29 s\u00f3 piorou as coisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desenvolvimento das organiza\u00e7\u00f5es libert\u00e1rias em nosso pa\u00eds -t\u00e3o importantes at\u00e9 a d\u00e9cada de 20- esteve estreitamente ligado \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o italiana, com posta em sua maior parte, por camponeses sem terra e artes\u00e3os. Numas notas biogr\u00e1ficas, Saiace recorda que os ideais anarquistas de seu pai estavam acima das necessidades materiais do lar: embora Greg\u00f3rio n\u00e3o pare\u00e7a ter sido um ativista da causa anarquista -mais brevemente, \u201ca causa\u201d- teve sempre dificuldades em manter um trabalho est\u00e1vel pela sua concep\u00e7\u00e3o libert\u00e1ria da exist\u00eancia e seu pouco apre\u00e7o pelas rela\u00e7\u00f5es de submiss\u00e3o entre patr\u00f5es e oper\u00e1rios. O trabalho da m\u00e3e como costureira a domic\u00edlio n\u00e3o era suficiente para o sustento. Portanto a pobreza era o p\u00e3o cotidiano do lar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A crise de 1929 abalou a fam\u00edlia, que em 1931 foi despejada por n\u00e3o poder pagar o aluguei. Saiace conta que enquanto corria sem f\u00f4lego para anunciar a sua tia a triste not\u00ed\u00adcia e pedir-lhe uns pesos emprestados, ia pensando no que fazer para que um acontecimento parecido n\u00e3o se repetisse. Talvez desta lembran\u00e7a nasceu \u201c<em><b>El Desalojo<\/b><\/em>\u201d, pintado en 1980, cujos personagens desolados parecem esperar uma resposta que nunca vai vir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O menino de oito anos deve ter sido profundamente perturbado pela ru\u00edna familiar; \u00e9 certamente por isso que antes de completar os dez anos come\u00e7ou a trabal har antes e depois do hor\u00e1rio da escola em jornadas de oito horas: de sete da manh\u00e3 ao meio-dia e de cinco \u00e0s oito da tarde. Seu primeiro emprego foi o de entregador no mercado municipal do bairro; depois cumpriu as mesmas fun\u00e7\u00f5es em um a\u00e7ougue pr\u00f3ximo. Este se revelou particularmente importante para seu futuro porque nele travou conhecimento com Jacobo Muchnik e por seu interm\u00e9dio com a \u201cCompa\u00f1\u00eda General Fabril Financiera\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-703\" src=\"https:\/\/nestor.saiace.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/El-desalojo-oleo-sobre-tela-60-x-80-cm-1980-2-2.jpg\" alt=\"\" width=\"2482\" height=\"1857\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 13px; color: gray;\"><b>El desalojo<\/b> \u2013 o\u0301leo sobre tela \u2013 60 x 80 cm \u2013 1980<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><b>II- A FABRIL FINANCIERA, As ARTES GRAFICAS E A FORMA\u00c7AO DE UMA FAMILIA<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Fabril, com mais de dois mil oper\u00e1rios, era a gr\u00e1fica mais importante da Am\u00e9rica do Sul e Jacobo Muchnik (1907-1995), seu respons\u00e1vel publicit\u00e1rio, um homem fora do comum. Filho de imigrantes da Europa oriental, homem de cultura consubstanciado com um ideal de Argentina democr\u00e1tica, justa e generosa tal com a escola republicana lhe havia ensinado, se definia a si mesmo como um civilizador. Maria Teresa Le\u00f3n disse que ele mesmo tinha inventado sua pr\u00f3pria vida. N\u00e3o existe melhor exemplo desta inven\u00e7\u00e3o que a maneira em que, em plena crise e apesar da desocupa\u00e7\u00e3o generalizada, ele mesmo fez seu lugar na <em>Fabril<\/em> criando-se seu emprego<sup class=\"footnote\">[2]<\/sup>: em abril de 1993 se apresentou a Pablo Paoppi, Diretor das oficinas gr\u00e1ficas da companhia, e depois de lhe fazer um discurso sobre a pub\u00adlicidade e sua import\u00e2ncia lhe anunciou que n\u00e3o pretendia um sal\u00e1rio sen\u00e3o uma porcent\u00adagem sobre os trabalhos publicit\u00e1rios que conseguisse para a Fahril e um lugar par\u00e1 p\u00f4r suas coisas. O Diretor aceitou a prova e pouco tempo depois Muchnik tinha v\u00e1rios empre\u00adgados a suas ordens, administrando uma atividade em permanente expans\u00e3o que continu\u00adou durante trinta anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-738\" src=\"https:\/\/nestor.saiace.com\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/fabril-financiera.jpg\" alt=\"\" width=\"1644\" height=\"786\" srcset=\"https:\/\/nestor.saiace.com\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/fabril-financiera.jpg 1644w, https:\/\/nestor.saiace.com\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/fabril-financiera-300x143.jpg 300w, https:\/\/nestor.saiace.com\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/fabril-financiera-1024x490.jpg 1024w, https:\/\/nestor.saiace.com\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/fabril-financiera-768x367.jpg 768w, https:\/\/nestor.saiace.com\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/fabril-financiera-1536x734.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1644px) 100vw, 1644px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contava Jacobo Muchnik que um dia o entregador do a\u00e7ougue de seu bairro -que j\u00e1 estava por terminar a escola prim\u00e1ria e tinha travado amizade com seu filho- se apresen\u00adtou a ele dizendo-lhe que queria trabalhar com ele. Muchnik apreciava a gente empreende\u00addora e com desejos de progredir. Por outro lado, como era homem capaz de manter con\u00ad versas apaixonantes com todo o mundo -crian\u00e7as ou velhos, cultos ou iletrados- certa\u00admente ter\u00e1 falado demoradamente com este adolescente de 14 anos que se apresentava a ele t\u00e3o espontaneamente. E foi desta maneira que, em 1937, Saiace come\u00e7ou a trabalhar como cont\u00ednuo do Departamento Publicit\u00e1rio da \u201cCompa\u00f1\u00eda General Fabril Financiera\u201d que Jacobo Muchnik havia inventado poucos anos antes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na d\u00e9cada de trinta, o Departamento Publicit\u00e1rio da <em>Fabril<\/em> tinha se convertido em um lugar de encontro de personalidades que se destacavam nas Artes Gr\u00e1ficas: Val\u00e9riam Guillard, formado em Ulm, Ricardo Escot\u00e9 25, criador catal\u00e3o radicado na Argentina, Alcides Gubellini (Bol\u00f4nia, 1900 &#8211; Buenos Aires, 1957), pintor de origem italiana cuja refi\u00adnada sensibilidade se expressaria em uma c\u00e9lebre e admir\u00e1vel obra pict\u00f3rica e de ceramista&#8230; Com eles, sendo quase uma crian\u00e7a, Saiace come\u00e7a uma atividade em que se ilustraria durante toda a sua vida e que est\u00e1 na raiz de sua voca\u00e7\u00e3o pict\u00f3rica e na de seu conhecimento da cor: as Artes Gr\u00e1ficas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1942, Saiace abandona a <em>Fabril<\/em> para ingresar na \u201c<em>Imprenta Profumo y Hno.<\/em>\u201d, que esta\u00adva entre as melhores empresas de impress\u00e3o de alta qualidade. O servi\u00e7o militar -que faz em 1944- lhe imp\u00f5e uma pausa em sua carreira; mas terminado este, volta \u00e0 empresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1946 Saiace se casa com Lastenia Clementi, a quem conhecia desde 1940. Naquele momento Lasten ia era secret\u00e1ria do Dr. Hugo Lifezis, advogado vienense refugiado na Argentina que criou, junto com Jacobo Muchnik. um a empresa especializada em direito do autor: \u201cInternational Editors\u201c <span style=\"font-color: green;\"><a style=\"text-decoration: none;\" href=\"https:\/\/www.internationaleditors.com\/es\/la-agencia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><sup class=\"footnote\">[*]<\/sup><\/a><\/span>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1949 \u00e9 o ano em que Saiace se independiza: retira-se da empresa <em>Profomo<\/em> e com qua\u00adtro s\u00f3cios funda a gr\u00e1fica <em>Lesague<\/em>, que dirige desde o princ\u00edpio e que continua dirigindo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1954, nasce a primeira filha do casal. Gabriela Clara, e em 1958, a segunda, Zaida Hebe. Com o correr do tempo Gabriela tornou-se psic\u00f3loga e Zaida pianista. Este \u00e9 o ano em que Saiace acaba o segundo grau e passa em revista suas m\u00faltiplas voca\u00e7\u00f5es, que ter\u00adminam por se anular mutuamente: medicina, arquitetura, psicologia, matem\u00e1tica&#8230; E por fim chega a definir-se sua verdadeira voca\u00e7\u00e3o: a pintura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-697\" src=\"https:\/\/nestor.saiace.com\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/foto.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1728\" srcset=\"https:\/\/nestor.saiace.com\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/foto.jpg 1500w, https:\/\/nestor.saiace.com\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/foto-260x300.jpg 260w, https:\/\/nestor.saiace.com\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/foto-889x1024.jpg 889w, https:\/\/nestor.saiace.com\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/foto-768x885.jpg 768w, https:\/\/nestor.saiace.com\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/foto-1333x1536.jpg 1333w\" sizes=\"auto, (max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 13px; color: gray;\">N\u00e9stor Saiace<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><b>III &#8211; OS ANOS DE FORMA\u00c7\u00c3O COMO PINTOR<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 falamos do prematuro encontro de Saiace com as Artes Gr\u00e1ficas e de como elas foram sua primeira escola de cor e grafismo do final da d\u00e9icada de trinta. Depois veio a cria\u00ad\u00e7\u00e3o de <em>Lesague<\/em>, sua pr\u00f3pria companhia impressora que permitiu-lhe desenvolver uma ativi\u00addade eminente na impress\u00e3o de arte no nosso pa\u00eds. Buscada pelos pintores desejosos de reprodu\u00e7\u00f5es fi\u00e9is de suas obras, gr\u00e1fica de livros de arte de refinada execu\u00e7\u00e3o e de inu\u00admer\u00e1veis cat\u00e1logos de exposi\u00e7\u00f5es, nas impress\u00f5es de <em>Lesague<\/em> tudo \u00e9 objeto de um cuidado atento para obter o resultado de uma impress\u00e3o sem m\u00e1cula. Seria desnecess\u00e1rio dizer que esta aten\u00e7\u00e3o permanente sup\u00f5e um afinado sentido da cor e uma fidelidade constante \u00e0 obra reproduzida e que ambas qualidades foram para Saiace uma escola de exig\u00eancia para com sua pr\u00f3pia obra. Al\u00e9m disso, <em>Lesague<\/em> foi para nosso pintor o ponto de encontro com os maiores nomes da pl\u00e1stica argentina, outra maneira de familiariz\u00e1-lo com a obra e a pessoa de seus colegas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 algo de muito profundo, de apaixonado na rela\u00e7\u00e3o de Saiace com sua empresa: ela foi e \u00e9 para ele o lugar de uma aventura e de um combate feito atrav\u00e9s de dedica\u00e7\u00e3o e per\u00adseveran\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1962, Saiace entra no ateli\u00ea de Dem\u00e9trio Urruch\u00faa (Buenos Aires, 1902- 1978), e \u00e1 partir de a\u00ed se consagra definitivamente \u00e0 pintura. Recorda que aquele estava instalado em um grande sal\u00e3o que o professor alugava no s\u00f3t\u00e3o de um casar\u00e3o situado em Carlos Calvo e Entre R\u00edos, e que se chegava a ele depois de subir por uma empinada escada. Ali se reu\u00adniam os disc\u00edpulos nas sextas e s\u00e1bados \u00e0 noite para apresentar ao mestre o trabalho da sema\u00adna. Cada um deles ia colocando sua obra no cavalete; Urruch\u00faa as esquadrinhava, meditava uns instantes e depois dava seu coment\u00e1rio sobre a mesma ou pedia \u00e0s pessoas que falassem. Seu m\u00e9todo -lembra Saiace- era esse: conversar, perguntar, sugerir, nunca aprovar ou condenar. Porque Urruch\u00faa dizia n\u00e3o poder ensinar algu\u00e9m a pintar ou desen\u00adhar, j\u00e1 que estes s\u00e3o saberes naturais comuns a todos; o mestre s\u00f3 pode despert\u00e1-los, traz\u00ea\u00adlos \u00e0 luz. E acrescentava -diz Saiace- que unicamente com empenho e total devo\u00e7\u00e3o o verdadeiro artista podia ultrapassar essa etapa ing\u00eanua do saber inato para ter acesso \u00e0 ver\u00addadeira express\u00e3o art\u00edstica. O ensino de Urruch\u00faa era pois uma mai\u00eautica, encaminhada mais para iluminar o caminho pr\u00f3prio de cada um do que a tra\u00e7\u00e3-lo. Embora \u00e0s vezes tivesse que contrariar tend\u00eancias que podiam levar \u00e0 monotonia; por exemplo, se achava que algu\u00e9m abusava do cinza, lhe sugeria usar o vermelho, e a quem mostrava predile\u00e7\u00e3o pelas flores lhe indicava que pintasse frutas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todos come\u00e7avam pintando naturezas mortas. Em aparente contradi\u00e7\u00e3o com a utiliza\u00ad\u00e7\u00e3o de cores arbitr\u00e1rias em sua pr\u00f3pria pintura convidava-os a copiar as cores das berinje\u00adlas, dos tomates, dos p\u00eassegos e lim\u00f5es. \u201cAli v\u00e3o aprender a combinar cores -lhes dizia- porque ningu\u00e9m pode ensinar melhor que a natureza\u201d. E os disc\u00edpulos aprendiam traba\u00adlhando, sem teoria, com entusiasmo e confian\u00e7a em si mesmos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Saiace guarda uma afetuosa lembran\u00e7a do mestre e daqueles anos de aprendizagem. Recorda quantas vezes, ap\u00f3s analisar seus trabalhos, Urruch\u00faa aconselhava-o a deixar a gr\u00e1fica para dedicar-se unicamente \u00e0 pintura. E como, quando depois de seguir devota\u00admente seus ensinamentos teve que suspend\u00ea-los, o mestre lhe disse como um or\u00e1culo: \u201caque\u00ad le que vai em bora, se entende da pintura, sem que o mandem, volta sem que o chamem.\u201d E assim foi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do ateli\u00ea de Urruch\u00faa surgiram muitos pintores, figurativos e n\u00e3o figurativos das mais diversas tend\u00e0ncias, quase todos dotados de uma forte personalidade pict\u00f3rica. Poucos mestres souberam a tal ponto desenvolver -por uma pedagogia centrada na liberdade- os dotes pr\u00f3prios de cada disc\u00edpulo. E Saiace lembra que para Urruch\u00faa o ensino era tamb\u00e9m um exerc\u00edcio de virtude c\u00edvica, uma c\u00e1tedra contra o autoritarismo, a injusti\u00e7a e a mentira. Porque para ele, como ele mesmo disse em suas mem\u00f3rias <sup class=\"footnote\">[4]<\/sup>; \u201co aut\u00eantico car\u00e1ter de uma obra de arte, nasce somente do posicionamento do artista como homem.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Juan Batlle Planas (Torroella de Montgr\u00ed, Espanha, 1911 &#8211; Buenos Aires, 1966), a cujo ateli\u00ea Saiace compareceu, oferecia um ensino muito diferente daquele t\u00e3o efusivo de Urruch\u00faa. Os cr\u00edticos inserem Batlle na corrente surrealista; foi autor de uma obra volun\u00adtariamente misteriosa na qual, com grande sabedoria pict\u00f3rica, se refletiu sua espirituali\u00addade ganha pelo budismo zen. Segundo Saiace, Batlle se interessava pelo interior do aluno. A entrevista de admiss\u00e3o do postulante era um interrogat\u00f3rio similar \u00e0 anamnese de um homeopata: se sonhava durante a noite, se lhe incomodava o vento, se tomava banho com \u00e1gua fria ou quente, quais eram as suas prefer\u00eancias culin\u00e1rias, quais suas repulsas&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Batlle aplicava o automatismo \u00e0 sua pintura e a partir dele ensinava a construir a imagem. Este m\u00e9todo n\u00e3o convinha ao car\u00e1ter de Saiace, embora reconhe\u00e7a que a ida ao ateli\u00ea de Batlle lhe deu novos instrumentos para abordar uma realidade pict\u00f3rica que at\u00e9 ent\u00e3o lhe era alheia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com os ensinamentos de Urruch\u00faa e de Batlle Planas, Saiace percorreu dois extremos da pintura argentina daqueles anos: um, ligado \u00e0 express\u00e3o sensual da mat\u00e9ria, \u00e0s vezes dis\u00adcursivo e enf\u00e1tico e sempre animado por uma grande for\u00e7a expressiva; o outro, o da pintu\u00adra de Batlle, nos aparece como uma representa\u00e7\u00e3o de um mundo interior freq\u00fcentemente fantasmag\u00f3rico, traduzido mediante um sutil tratamento da cor. Na pintura de Saiace estas fontes n\u00e3o est\u00e3o manifestadas mas parece razo\u00e1vel perguntar-se se n\u00e3o foram incorporadas \u00e0 pr\u00f3pria mat\u00e9ria da obra em uma s\u00edntese entre dois opostos que nada relaciona na apar\u00ean\u00adcia. Talvez a ponte que permitiu que Saiace realizasse esta s\u00edntese inesperada, tenha sido o ensino de J\u00falio Barrag\u00e1n.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00falio Barrag\u00e1n tem um conhecimento enciclop\u00e9dico da pintura e a pratica com a liber\u00addade de quem se sente inteiramente dono de seus meios expressivos. No fim da d\u00e9cada de sessenta, quando trava conhecimento com Saiace, \u00e9 um pintor em plena maturidade que come\u00e7a a conhecer a consagra\u00e7\u00e3o que ser\u00e1 definitiva com o Grande Pr\u00eamio de Honra do Sal\u00e3o Nacional alguns anos mais tarde <sup class=\"footnote\">[5]<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1969, J\u00falio Barrag\u00e1n se disp\u00f5e a fazer uma exposi\u00e7\u00e3o de sua pintura na galeria Wildenstein e procura algu\u00e9m que possa fazer uma impress\u00e3o de qualidade de seu cat\u00e1lo\u00adgo. Don Fernando Arranz, diretor da Escola Nacional de Cer\u00e2mica, recomenda-lhe Saiace e re\u00fane ambos pintores. Saiace imprimiu o cat\u00e1logo da exposi\u00e7\u00e3o e desde o primeiro momento essa rela\u00e7\u00e3o de trabalho se transformou em uma s\u00f3lida amizade que ainda per\u00addura. Quando Saiace mostrou a Barrag\u00e1n as obras que realizara no ateli\u00ea de Urruch\u00faa, Barrag\u00e1n tamb\u00e9m lhe disse que devia dedicar-se exclusivamente \u00e0 pintura e convidou-o a pintar com ele. Saiace disse que J\u00falio Barrag\u00e1n foi seu verdadeiro mestre e que seu encon\u00adtro foi o mais importante para sua forma\u00e7\u00e3o. Segundo Saiace, foi um mestre que se entre\u00adgava a sua tarefa com consci\u00eancia e cujas cr\u00edticas foram sempre saud\u00e1veis e pertinentes. E assim, mediante os ensinamentos de J\u00falio Barrag\u00e1n, Saiace chegou a encontrar seu pr\u00f3prio caminho, porque Barrag\u00e1n, como Urruch\u00faa, mais que ensinar uma t\u00e9cica cumpriu uma fun\u00e7\u00e3o de alumbramento da rica personalidade pict\u00f3rica de Saiace: como aquele, ensinou\u00ad-lhe a ser ele mesmo, que \u00e9 o supremo ensino que pode oferecer um mestre. E o di\u00e1logo entre Saiace e Barrag\u00e1n continua at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A visita a museus da Europa e dos Estados Unidos ocupa um lugar importante na for\u00adma\u00e7\u00e3o pict\u00f3rica de Saiace. Guarda em sua mem\u00f3ria a primeira vez que esteve frente a um quadro de Munch, ou de Greco, de Van Gogh ou de Gauguin e descreve com paix\u00e3o esses momentos como outras tantas revela\u00e7\u00f5es, como como\u00e7\u00f5es. A lista de peregrina\u00e7\u00f5es \u00e9 longa, as esta\u00e7\u00f5es atr\u00e1s de um pintor, de uma obra, de um museu, numerosas: Madri, Barcelona, Paris, Londres, Amsterdam, Otterlo, Oslo, Nova Iorque&#8230; Outra como\u00e7\u00e3o: o mundo do Mediterr\u00e2neo, o de seus pais, do qual nos trouxe \u201c<em><b>Casamento em Tropea<\/b><\/em> \u201d, o das peregrina\u00e7\u00f5es de Ulisses e de Eneas, no qual se plas\u00admaram tantos arqu\u00e9tipos perdur\u00e1veis, o das cidades e lugares nos quais reinam incom\u00adpar\u00e1veis luzes e insond\u00e1veis sombras: Roma, Floren\u00e7a, Cal\u00e1bria, Sic\u00edlia, Atenas, Delfos, as ilhas&#8230; E essa p\u00e1tria do mist\u00e9rio: Egito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-688\" src=\"https:\/\/nestor.saiace.com\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Casamiento-en-Tropea-oleo-sobre-tela-130-x-80-cm-1977-scaled-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1587\" height=\"2560\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 13px; color: gray;\"><strong>Casamiento en Tropea<\/strong> &#8211; o\u0301leo sobre tela &#8211; 130 x 80 cm &#8211; 1977<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 como pintor que come\u00e7a a afirmar su a personalidade, que Saiace recebe em 1973, uma cr\u00edtica entusiasta na sua primeira exposi\u00e7\u00e3o individual na Galeria Van Riel. Por recomenda\u00e7\u00e3o do mestre Raul Russo, a partir de 1975 -e at\u00e9 o fechamento da galeria em 1990- exp\u00f5e periodicamente em Wildenstein e desde 1976 participa do Sal\u00e3o Nacional de Artes Pl\u00e1sticas, ond e obt\u00e9m o pr\u00eamio Sadao Ando (LXVI Sal\u00e3o Nacional de 1977).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 aqui chega a resenha biogr\u00e1fica de Saiace. A partir do momento da primeira exposi\u00e7\u00e3o na Galeria Van Riel sua obra \u00e9 p\u00fablica e foi julgada pela cr\u00edtica e pelos conhece\u00addores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text align: right;\"><span style=\"font-size: 11px;\">[1] &#8211; <strong>Leopoldo Lugones<\/strong>; <em>El Payadtor<\/em>, Otero y C\u00eda, Buenos Aires, 1916.<br \/>\n[2] &#8211; <strong>Jacobo Muchnik<\/strong>; \u201c<em>Contos sem conto<\/em>\u201d, Muchnik Editores, Barcelona, 1985.<br \/>\n[3] &#8211; <strong>Guillard<\/strong> y <strong>Escot\u00e9<\/strong> dirigiram, em seu momento, a se\u00e7\u00e3o \u201cArte\u201d do \u201cDepartamento Publicit\u00e1rio\u201d da \u201cCompanhia Geral Fabril Financeira\u201d.<br \/>\n[4] &#8211; <strong>Demetrio Urruch\u00faa<\/strong>; <em>Mem\u00f3rias de um pintor<\/em>, citado por <strong>Osiris Chierico<\/strong> em <em>Cat\u00e1logo da mostra-homenagem<\/em>, Buenos Aires, 1988.<br \/>\n[5] &#8211; <strong>Mauricio I. Neuman<\/strong>; <strong><em>Julio Barrag\u00e1n<\/em><\/strong>, (66 reprodu\u00e7\u00f5es em cores e 22 em preto e branco), Edi\u00e7\u00f5es Lesague, Buenos Aires, 1980.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-size: 14px;\">\u2022 <a style=\"text-decoration: none; outline: none;\" href=\"https:\/\/nestor.saiace.com\/index.php\/sobre-a-obra-de-nestor-saiace\/\"><b>siguiente &#8211;&gt;<\/b><\/a><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left; font-size: 13px;\"><span style=\"font-family: arial; word-spacing: 150%;\"><span style=\"color: #d4d4d4;\"><a style=\"text-decoration: none; color: #303030; outline: none;\" href=\"https:\/\/nestor.saiace.com\/index.php\/nestor-saiace-004\/\">\u00a0 In\u00edcio<\/a><a style=\"text-decoration: none; color: #303030; outline: none;\" href=\"https:\/\/nestor.saiace.com\/index.php\/nestor-saiace-0041-catalogo-portugues\/\">\u00a0\u2022 Cat\u00e1logo<\/a><a style=\"text-decoration: none; color: #303030; outline: none;\" href=\"https:\/\/nestor.saiace.com\/index.php\/nestor-saiace-0042-textos-portugues\/\">\u00a0\u2022 Textos<\/a><a style=\"text-decoration: none; color: #303030; outline: none;\" href=\"https:\/\/nestor.saiace.com\/index.php\/nestor-saiace-0043-exposicoes-portugues\/\">\u00a0\u2022 Exposi\u00e7\u00f5es<\/a><\/span><a style=\"text-decoration: none; color: #303030; outline: none;\" href=\"https:\/\/nestor.saiace.com\/index.php\/nestor-saiace-0044-galeria-portugues\/\">\u00a0\u2022 Galeria<\/a><a style=\"text-decoration: none; color: #303030; outline: none;\" href=\"https:\/\/nestor.saiace.com\/index.php\/nestor-saiace-0045-contato-portugues\/\">\u00a0\u2022 Contato<\/a><\/span><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e9stor Saiace Cat\u00e1logo Textos Exposi\u00e7\u00f5es Galeria &nbsp; &nbsp; NOTA BIOGR\u00c1FICA &nbsp; &nbsp; I &#8211; A INF\u00c2NCIA DE UMA CRIAN\u00c7A DOS ANOS VINTE &nbsp; N\u00e9stor Virg\u00edlio Saiace (1923 &#8211; 2014) nasceu no bairro portenho de Almagro no seio de uma fam\u00edlia de imigrantes italianos formada por \u00c2ngela Cerboni e Greg\u00f3rio Saiace. 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